Nasceu Campeão

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Há 31 anos atrás o JEC era tricampeão estadual

Postado por Marcos Messias - 21/03/2017

Campeão, Enfim!

Aleluia, aleluia. Finalmente, depois de quase 18 meses(começou em outubro de 79, com um torneio incentivo) e muita bagunça, provocada por uma confusão no calendário, terminou o campeonato catarinense  do ano passado. E, como já se esperava, depois de seis fases, centenas de jogos e muitos recursos levados para o tapetão, o Joinville é campeão. Ou melhor, o tricampeão.

No jogo frio, os gols surgiram naturalmente

Pena que, chateada com tanta incompetência mostrada pelos cartolas da Federação, tendo a frente o presidente José Alias Guiliari, e endossada de cartolas brilhantes, a torcida decidisse esquecer o jogo e apenas 8160 fiéis pagantes se dispusessem a ir, sábado à noite, ao estádio Ernesto Schlemm Sobrinho em Joinville.

Nem o jogo, frio com o vento que soprava, merecia mais. O Criciúma com um time bastante modificado e sem a força daquele que o levou até às finais, foi presa fácil para o Joinville, que, disputou a Taça de Ouro deste ano(por ter sido campeão de 79), se manteve certinho, forte e disposto.

Tão certinho, que foi só tomar a bola, sem pressa e sem problemas e deixar que os gols surgissem normalmente. Adílson fez o primeiro aos 18, ao escorar de cabeça um escanteio cobrado por Haérton, e Jorge Luís Pereira completou o placar do primeiro tempo, ao aproveitar a confusão formada depois da cobrança de uma falta por Ladinho, aos 45 minutos.

No segundo tempo, o Criciúma diminuiu, aos 10 minutos, mas o gol de Laerte não balançou ninguém. Logo Adílson faria o terceiro, para Nardela, aos 45, completar a goleada de 4 a 1. Acordando a pequena torcida que, sem esperar pelo último apito do juiz, invadiu o campo para abraçar seus heróis e ensaiar um  pequeno canarval. O bastante para que os cartolas do Criciúma começassem a imaginar mais um jeito de melar o campeonato, levando-o para o tapetão.

Ameaça que ninguém acredita seja levada adiante, mas que, se concretizada, servirá bem para coroar um dos mais confusos e tristes campeonatos que se tem conhecimento, no mundo. Um campeonato que, depois de centenas de jogos, 18 meses de disputa, com jogos às terças, quintas, sábado e domingos, só foi decidido quase quatro meses depois da data fixada, quase às escondidas.

Texto revista Placar

Ficha de jogo – Joinville 4×1 Criciúma

Local: Ernesto Schlemm Sobrinho – Data: 21/03/1981 – Horário:
Público: 8160 (Pagante) – Renda: CR$ 450.950,00
Arbitragem: Alvir Renzi
Gols: Adílson, aos 18/1º tempo e aos 33/2º tempo, Jorge Luís Pereira aos 45/1º tempo, Nardela aos 45/2º tempo(Joinville). Laerte 10/2º tempo (Criciúma).

Joinville: Hélio, Galvão, Adílson, Bob e ladinho; Jorge Luís, Jorge Luís Pereira e Nardela; Paulinho Carioca, Zé Carlos Paulista e Haerton(Ademir). Técnico:

Criciúma: Hugo, Reginaldo, Nivaldo, Hamílton e Zé Augusto; Assis, Paulinho(Damásio) e Iúra(Sabiá); Mug. Laerte e Anchieta. Técnico:

Confira os últimos segundos e a festa da torcida do JEC na final de 1980

 

 
 

Há 27 anos o Tricolor era Octacampeão estadual.

Postado por nasceucampeao - 11/03/2017

Há 27 anos, no dia 11/12/1985 o Joinville conquistava o OCTACAMPEONATO

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JOINVILLE: um Clube, uma Cidade, uma Eterna Paixão

Postado por Tiago Gabriel (Badoug) - 09/03/2017

Há exatamente 38 anos o coração do povo joinvilense começava a bater mais forte. O ano era 1976 e pela a primeira vez, o JOINVILLE ESPORTE CLUBE entrara em campo, num jogo amistoso comemorativo ao aniversário da cidade.

09/03/1976 – JEC 1×1 Vasco da Gama. Da direita para esquerda: Goleiro Renato, Silvinho, Tonho, Samara, Linha, Djalma, Pompeu, Ditão, Zequinha, Piava e Fontan.

Um time que passou a ostentar o nome da cidade, representando de forma honrosa toda grandeza e o poderio econômico de Joinville: a nossa querida “Cidade dos Príncipes”, “Cidade das Flores” e, por tantas empresas que nessa terra prosperam, também conhecida carinhosamente como “Manchester Catarinense”.

Assim, na maior cidade de Santa Catarina, surgia uma paixão por um clube que nasceu grande, nasceu campeão e que nos anos seguintes reinaria absoluto no estado, tornando Joinville conhecida nacionalmente também pelo seu futebol. Herdando as tradições do futebol joinvilense, conseguiu unir as cores de dois clubes, velhos rivais por mais de 50 anos, para se tornar o Tricolor mais vitorioso do futebol catarinense.

E no dia de hoje em que Joinville completa 161 anos de fundação, como um presente de aniversário, vamos relembrar como foi a primeira apresentação do Joinville E.C. diante de sua gente ordeira, trabalhadora e apaixonada pelo nosso TRICOLOR!

Parabéns JOINVILLE
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1987 – Jamais me esquecerei.

Postado por nasceucampeao - 24/02/2017

Não lembro quando presenciei a minha primeira partida no Ernestão mas pelos lampejos de memória que tenho, estive no alçapão da zona sul já em 1985. Digo isso ao lembrar algumas ofensivas da torcida incluindo meu pai e tios, feitas contra Wagner camisa 9 centroavante naquela oportunidade.

No Brasileiro de 1986, queria muito ter presenciado todos os jogos, mas lamentava e às vezes até chorava vendo meu pai desaparecer rua a fora na direção do estádio me deixando na companhia do radinho, hora com Lourival Budal outrora com Ney Boto Guimarães. Mas hoje entendo a postura do meu pai, pois a massa tricolor estremecia literalmente as arquibancadas, lembro por sinal do barulho ensurdecedor dos pés sapateando sobre a madeira.

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07/04/1976 – Figueirense 1×2 JEC (A primeira vitória no Scarpelli)

Postado por Tiago Gabriel (Badoug) - 09/02/2017

Após estrear no estadual de 1976 com vitória sobre o Marcílio Dias (1×0), o Joinville enfrentou o Figueirense no Orlando Scarpelli pela segunda rodada do campeonato, em 07/04/1976.

Campeonato Catarinense 1976: Figueirense 1x2 Joinville. Linha e Paulinho Teta cercam o adversário.

Porém, dez dias antes (28/03/1976), também no Scarpelli, JEC e Figueirense já haviam se enfrentado pela primeira vez, num jogo amistoso em que as duas equipes faziam os últimos ajustes para estrearem no estadual.

E nesse primeiro confronto, o figueirense venceu por 1×0 e impôs a primeira derrota da história do Tricolor, numa partida em que o JEC terminou com dois jogadores a menos, por expulsões.

Mas no segundo encontro, valendo pontos pelo estadual, a história foi diferente e o JEC venceu o figueirense de virada, pelo placar de 2×1. Os dois gols do JEC, em sua primeira vitória na capital do estado, foram anotados pelo goleador Tonho, o eterno “Cabeça de Fé”. Leia mais

 
 

Vídeos: Baú Tricolor – Sul-americano Júnior 1992

Postado por Marcos Messias - 05/02/2017

Pra quem não sabe, o Tricolor já ganhou a América. Foi o Sul-Americano Júnior de 1992, conquistada de forma invicta.

A campanha: JEC 2×2 Flamengo – JEC 3×0 Peñarol – JEC 1×0 Deportivo Cali – JEC (3) 1×1 (1) River Plate – JEC (4) 1×1 (3) Santos – JEC 3×1 Vasco. Mais detalhes aqui.

Confira os vídeos da semifinal e da final.

 
 

O último titulo estadual do JEC, parte 1

Postado por Marcos Messias - 19/01/2017

Já faz tempo, foi em 2001, há mais de 11 anos. O Bicampeonato foi muito importante para o clube, dois títulos estaduais seguidos(2000 e 2001), trouxeram a torcida de volta ao estádio. E mesmo com o rebaixamento para série no brasileiro de 2004, essa torcida manteve o clube até sua volta triunfal ano passado, com o acesso e o título nacional inédito.

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O último título estadual do JEC, parte 2

Postado por Marcos Messias - 19/01/2017

Jornal Anotícia – 03/06/2001

Joinville comemora o bicampeonato estadual – Equipe de Artur Neto confirmou a conquista com vitória de 2 a 0.

Com mais uma perfeita atuação, o Joinville conquistou ontem o bicampeonato estadual – seu 12º título em 25 anos de existência – após derrotar o Criciúma por 2 a 0, no Estádio Heriberto Hülse, na segunda partida das finais do Campeonato Catarinenses de Futebol da Primeira Divisão. O título premiou a campanha da equipe joinvilense, que completou ontem 12 jogos sem derrotas. Também confirmou a jovem equipe do Criciúma como uma das forças do futebol catarinense.

A festa dos jogadores do Joinville, comissão técnica e diretoria começou logo após o apito final do árbitro Márcio Rezende de Freitas. E se estendeu até as primeiras horas da madrugada desta segunda-feira, quando a delegação chegou a Joinville.

O goleiro Marcão e o meia Perdigão foram fundamentais na vitória do Joinville, que podia até empatar. Aos 7 minutos, o goleiro Joinville defendeu, no reflexo, uma cabeçada do lateral Róbson. Era a primeira de uma série de defesas espetaculares. Perdigão abriu o placar aos 27 minutos, cobrando pênalti que Alonso cometeu em Zé Carlos. O lançamento para Zé Carlos havia partido do próprio Perdigão.

No segundo tempo, o Criciúma, mesmo sem Jeferson Feijão, que voltou a sentir a lesão na virilha, ampliou sua pressão. Mas quando as tentativas de ataque não paravam nas mãos de Marcão, esbarravam na trave, como num chute de Cléber aos 12 minutos.
E, aos 17, o atacante Marlon, que havia entrado no lugar de Selmir no primeiro tempo, marcou o segundo gol, escorando de cabeça um escanteio cobrado por Perdigão.

Aplausos

No final, enquanto a torcida do Joinville festejava a nova conquista, os criciumenses aplaudiam o esforço do jovem time, que ficou com o vice-campeonato e vagas na Copa Sul-Minas e Copa do Brasil em 2002.
Bicampeão, o técnico Artur Neto pode se transferir nesta semana para o Figueirense. A informação circulou ontem, em Criciúma, mas não foi confirmada pelo treinador oficialmente. E nem pela direção do Joinville e do Figueirense.

Ficha técnica: Criciúma 0x2 Joinville

Local: Heribelto Hülse, em Criciúma (SC).
Data: 03/06/2001 (domingo). – Horário: 15h (de Brasília).
Arbitragem: Márcio Rezende de Freitas, auxiliado por Jeferson Schmidt e Fernando Lopes – Público e renda: Não divulgado.
Cartões amarelos: Não houve – Cartões vermelhos: Roberto(Joinville) e Róbson(Criciúma)
Gols: no 1º tempo: Perdigão (28min); no 2º tempo: Marlon (17min)
Joinville: Marcão; Zé Carlos, Fabrício, Roberto e Magal; Perivaldo, Juari (Duda), Emerson e Perdigão (Luiz Fernando); Adão e Selmir (Marlon). Técnico: Artur Neto.
Criciúma: Roberto; Róbson, Luciano, André Gheller e Alonso; Cléber, Juliano (Anderson Lobão), Vandinho e Paulo César (Marcelo Santos); Mahicon Librelato e Jeferson Feijão (Carlos Henrique). Técnico: Gonzaga Milioli.

Confira o a matéria do programa Globo Esporte da RBS TV exibida dia 04/06/2001

 
 

O último titulo estadual do JEC, parte 3

Postado por Marcos Messias - 19/01/2017

Jornal Anotícia – 04/06/2001

Estrelas no gol e no meio campo

Foto: Jornal AN

Um “maestro” no meio-de-campo, organizando e dando a tranqüilidade que a equipe precisava, sendo preciso na cobrança do pênalti e um goleiro que foi impecável, impedindo em várias oportunidades que o adversário marcasse. Perdigão e Marcão foram os destaques da vitória do Joinville ontem à tarde no Estádio Heriberto Hülse, peças fundamentais para a conquista do “bi”. “Essa é a resposta para aqueles que não acreditavam na equipe, que não eram poucos; com humildade, muito trabalho e quietinhos, chegamos ao título”, desabafou o meia-campista Perdigão.

Natural de Maracajá, município que fica a 20 quilômetros de Criciúma, Marcão começou sua carreira de jogador de futebol, coincidentemente, no próprio Estádio Heriberto Hülse, onde ontem fez uma das mais importantes conquistas. “Comecei por aqui, joguei na equipe infantil”, confirma o goleiro do Joinville que sintetizou em uma frase o seu sentimento, ao encerrar a volta olímpica “melhor impossível”. “Nos sabíamos que o Criciúma viria para cima, é uma bela equipe, mas conseguimos com garra e determinação buscar a vitória e conquistar esse título”, disse Marcão.

O meia Perdigão, da mesma forma, disse que sabia das dificuldades que o time enfrentaria em Criciúma. “O adversário é qualificado, muito bem organizado e treinado; conseguimos suportar a pressão e marcar nos momentos importantes da partida, que foi muito difícil”, acrescentou Perdigão, que valorizou a presença de centenas de torcedores joinvilenses no Estádio Heriberto Hülse. “Felizmente muita gente também acreditou no nosso trabalho e isso nos deu mais entusiasmo para chegarmos até ao título de campeão catarinense”, concluiu Perdigão, o “maestro” do “bi” do Joinville.

Jogadores do Criciúma elogiam atuação de Marcão

“A tarde não foi do Joinville, a tarde foi do Marcão; a bola bateu nele, na trave e ele pegou tudo; de qualquer forma o título é deles e acredito que o resultado vai servir de estímulo para o futuro do nosso grupo; só temos que levantar a cabeça e nos prepararmos para os novos desafios”. A declaração é do atacante Carlos Henrique. Na opinião dele “o Criciúma fez um ótimo campeonato e tem muito o que comemorar”.

O capitão do time, Luciano, pensa na mesma direção. “Nos faltaram os gols, tivemos muitas oportunidades, mas não era o nosso dia, o goleiro pegou tudo e o Joinville teve uma vitória merecida”.

O técnico Luiz Gonzaga Milioli emocionado, com a voz embargada, avaliou que “este é um projeto que tem apenas um ano e chegamos a decisão, o que é muito positivo”.

O vice-presidente de futebol Dagoberto Arns, entende que “o projeto começou para resgatar a dignidade do Criciúma e isso nós conseguimos; depois o objetivo foi ficar entre os quatro finalistas e finalmente nossa meta foi chegar a decisão, o que também conseguimos; mas o Jec foi mais competente, mais experiente e chegou ao título”.

O artilheiro Mahicon Librelato, analisa que o Criciúma iniciou um trabalho que deve ser continuado. “O clube fez uma renovação completa, deu oportunidade para jovens jogadores e chegamos a decisão; o mais importante foi que a cidade apoiou e se mobilizou; o Criciúma pode ser o vice-campeão, mas nossa torcida é a número um do Estado”, disse. (Gilvan de França)

Festa completa para técnico e jogadores

Foto: James Tavares/AN

O técnico do Joinville, Artur Neto, disse que seu time conquistou o bicampeonato catarinense porque jogou, ontem, contra o Criciúma, com inteligência e soube aproveitar as chances de gol. Ele afirmou que o seu time saiu de Joinville com a missão de vencer a partida no Sul do Estado. “Não viemos para empatar, queríamos a vitória para provar que somos o melhor time”, afirma.
Para ele, o JEC soube tomar os espaços e impediu que o Criciúma jogasse. “Foi o coroamento de uma grande campanha, nossos números revelam que fomos o melhor time do campeonato”, afirma.

Ele considerou o Criciúma um grande adversário e disse que seu time aliou competência a sorte para vencer. “Tivemos tudo, sorte, competência, inteligência e disciplina para superar o Criciúma”, acredita Artur.
A festa do Joinville foi completa. Depois do apito final do árbitro Márcio Rezende de Freitas, os jogadores foram comemorar junto à torcida. “Agora é só festa, vamos festejar a semana toda”, comentou Artur Neto, logo depois de ser carregado pelos jogadores do JEC.

O jogador Perivaldo, um dos mais alegres depois do fim do jogo, disse que o Criciúma foi um adversário de respeito que pressionou o Joinville. “O Criciúma nos deu muito trabalho, assim como o Tubarão, soubemos superar e agora é só comemorar o título”, comentou. O atacante Adão, disse que o JEC mostrou, na partida de ontem, toda sua qualidade. “Jogamos com a cabeça”, diz. Para ele, a qualidade do elenco do JEC, aliada a sua experiência, fizeram a diferença na hora da decisão. “O Criciúma tem um grande time, formado por jovens, tenho certeza de que eles ganharão experiência e serão jogadores reconhecidos nacionalmente”, acredita.
O lateral Zé Carlos, contratado por empréstimo do Grêmio, também não escondia sua felicidade. Ele sofreu o pênalti que originou o primeiro gol e teve atuação destacada na partida. “Foi uma conquista que premiou nosso esforço. Merecemos este título”, disse o jogador, depois de abraçar o presidente do clube, Mauro Bartholi.